Quando você, se encosta
e me cutuca,
me viro e te viro
agora, de costas.
Chego devagar, na tua porta
e sem cerimônia;
que licença, não importa,
vou entrando com jeito,
no teu canto, tua horta.
Quando você, se esfrega
e se achega,
sinto todas as pregas
se abrirem prá mim.
Na calma e doce entrega,
te abraço assim, por trás
e enquanto entro, seguro
teus bicos, duros demais
e gozamos juntos, os dois;
gozo gostoso que satisfaz !
Há de se escrever no livro, algumas bobagens. Há de se fazer um que de sacanagens. Há de se cuidar de tantos incômodos, se recolher neste cômodo e esperar a morte, tão cômoda !
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Encaixe perfeito
Deslizo meus dedos
em direção à tua
caverna molhada,
safada, que me espera.
Meus dedos tateiam,
teu gozo explode,
fode um pouco mais.
No encaixe perfeito,
estou dentro todo,
fodo e explodo.
Somos gozados em tudo,
encantos demais,
me faz de pirulito;
grito e sacudo,
ajudo a entrar,
não quero sair mais.
A perfeição do momento,
em tremores e arrepios;
espio de novo
teu corpo se dando,
gozando e sentindo,
saindo e entrando.
Esfrega teu pêlo,
grelo tão duro
num gozo tão puro;
que agora entrei
e em ti,
afinal, gozei !
em direção à tua
caverna molhada,
safada, que me espera.
Meus dedos tateiam,
teu gozo explode,
fode um pouco mais.
No encaixe perfeito,
estou dentro todo,
fodo e explodo.
Somos gozados em tudo,
encantos demais,
me faz de pirulito;
grito e sacudo,
ajudo a entrar,
não quero sair mais.
A perfeição do momento,
em tremores e arrepios;
espio de novo
teu corpo se dando,
gozando e sentindo,
saindo e entrando.
Esfrega teu pêlo,
grelo tão duro
num gozo tão puro;
que agora entrei
e em ti,
afinal, gozei !
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Eu, em mim
Quando me pego de jeito,
me faço de gato e sapato,
me traço, me mordo, me morro
à cada punheta que bato.
Me falta até ar no peito,
quando em mim, me engato
então, me engreno, corro;
por mim, acho até que mato.
E gozo à torto e direito,
me acaricio e me cato,
solto tudo num só jorro;
assim, me amo, de fato !
me faço de gato e sapato,
me traço, me mordo, me morro
à cada punheta que bato.
Me falta até ar no peito,
quando em mim, me engato
então, me engreno, corro;
por mim, acho até que mato.
E gozo à torto e direito,
me acaricio e me cato,
solto tudo num só jorro;
assim, me amo, de fato !
domingo, 11 de janeiro de 2009
Quero só a flor
Me mostraste tantas mulheres,
todas nuas, todas belas;
passarela de lindas flores,
tantos doces amores.
Em todas, me esfreguei,
me entreguei sem pensar
com desmedida paixão !
Mas, não quero todas elas;
aquarelas desbotadas,
bocas embriagadas.
Quero só aquela
que mostras assim, tímida,
úmida em orvalhos,
impregnada de amores;
sonhos de lindas cores.
Todas as outras,
deixo para os outros,
loucos e imbecis,
servis e enciumados,
ardentes de desejos insanos,
que pelo teu corpo
são loucos e maltratados !
todas nuas, todas belas;
passarela de lindas flores,
tantos doces amores.
Em todas, me esfreguei,
me entreguei sem pensar
com desmedida paixão !
Mas, não quero todas elas;
aquarelas desbotadas,
bocas embriagadas.
Quero só aquela
que mostras assim, tímida,
úmida em orvalhos,
impregnada de amores;
sonhos de lindas cores.
Todas as outras,
deixo para os outros,
loucos e imbecis,
servis e enciumados,
ardentes de desejos insanos,
que pelo teu corpo
são loucos e maltratados !
sábado, 10 de janeiro de 2009
Teus Gozos
Teus gozos são loucos
e também me enlouquecem,
êles até se parecem
água, caindo aos poucos.
Teus gozos são tantos,
tão infindos e gozados,
são doces em encantos,
puros, também safados.
Teus gozos são os meus,
em loucuras abismais,
em gritos, sussurros teus;
eternos, querendo mais !
e também me enlouquecem,
êles até se parecem
água, caindo aos poucos.
Teus gozos são tantos,
tão infindos e gozados,
são doces em encantos,
puros, também safados.
Teus gozos são os meus,
em loucuras abismais,
em gritos, sussurros teus;
eternos, querendo mais !
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Direto e Reto
Que besteira, é achar
que meios poemas, são inteiros,
que poucas palavras, bastam;
o melhor a fazer, é ficar
nestes verbos sorrateiros,
que despudorados, arrastam.
Prefira o ponto direto,
que chega ao teu ouvido,
mesmo sendo encrenqueiro.
porque êle chega reto,
te faz soltar um gemido,
se faz tão hospitaleiro.
Que muito já escreveu-se
com jeito simples e doce;
então, o poema meteu-se,
como se um membro fôsse.
que meios poemas, são inteiros,
que poucas palavras, bastam;
o melhor a fazer, é ficar
nestes verbos sorrateiros,
que despudorados, arrastam.
Prefira o ponto direto,
que chega ao teu ouvido,
mesmo sendo encrenqueiro.
porque êle chega reto,
te faz soltar um gemido,
se faz tão hospitaleiro.
Que muito já escreveu-se
com jeito simples e doce;
então, o poema meteu-se,
como se um membro fôsse.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Trovinha travêssa
Vou escrever cor de rosa,
um arco íris de letras;
mentirinhas bem escritas,
conversa redonda e careta.
Um abc bem feitinho,
um jeito gostoso de ler,
açucar prá todo mundo,
um bolo prá se comer.
Quando morrer, quero céu,
porque não falei palavrão;
ser santinho do pau ôco
com essa cara de cuzão !
Ops ! essa escapou sem querer
e antes que eu me esqueça,
santinhas, vão se...benzer,
com essa rima travêssa !
um arco íris de letras;
mentirinhas bem escritas,
conversa redonda e careta.
Um abc bem feitinho,
um jeito gostoso de ler,
açucar prá todo mundo,
um bolo prá se comer.
Quando morrer, quero céu,
porque não falei palavrão;
ser santinho do pau ôco
com essa cara de cuzão !
Ops ! essa escapou sem querer
e antes que eu me esqueça,
santinhas, vão se...benzer,
com essa rima travêssa !
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Desbocada
Você me deixou confuso,
desapertou aquele parafuso
que incomodava, consumia.
Tão desbocada, falou
de bucetas e caralhos
e riu do meu jeito espantalho.
Você me tirou do sério;
eu, que andava tão aéreo,
caí daquele pedestal
e enxerguei tudo melhor;
deixei de lado a hipocrisia
e confessei que te queria.
Você me fêz herói e vilão,
me chamou de puto e safado,
me fêz corpo e coração,
me fêz prostituto e viado.
E no gozo, me acompanhou,
com dedos, línguas e bocas
e quando enfim, me amou,
tive a santa e tive a louca !
desapertou aquele parafuso
que incomodava, consumia.
Tão desbocada, falou
de bucetas e caralhos
e riu do meu jeito espantalho.
Você me tirou do sério;
eu, que andava tão aéreo,
caí daquele pedestal
e enxerguei tudo melhor;
deixei de lado a hipocrisia
e confessei que te queria.
Você me fêz herói e vilão,
me chamou de puto e safado,
me fêz corpo e coração,
me fêz prostituto e viado.
E no gozo, me acompanhou,
com dedos, línguas e bocas
e quando enfim, me amou,
tive a santa e tive a louca !
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Teus Bicos
Imagino teus bicos,
entre tantos panos;
eretos, me apontando,
me causando danos.
Esses peitos são loucos,
se eriçando assim;
me ouriçando todo,
quando olham prá mim.
Não fossem os panos,
os pegaria, beijaria,
ficaria talves, insano
e em ti, me perderia !
entre tantos panos;
eretos, me apontando,
me causando danos.
Esses peitos são loucos,
se eriçando assim;
me ouriçando todo,
quando olham prá mim.
Não fossem os panos,
os pegaria, beijaria,
ficaria talves, insano
e em ti, me perderia !
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Sobre amores e cabaços
Quanta besteira se fala
em nome do amor,
quantos absurdos se ousam,
ao se entregar uma flor.
Mas eu, não quero isso;
esse incômodo cabaço
é o que quero de ti,
fazer-te sangue e melaço.
Porque não sou bom rapaz,
não sei de hipocrisias, nem
de deslavadas mentiras;
não te chamo de meu bem.
Só quero em ti me enfiar,
quero teu corpo e teu cio
e quando enfim, terminar,
ou te deixo, ou me vicio !
em nome do amor,
quantos absurdos se ousam,
ao se entregar uma flor.
Mas eu, não quero isso;
esse incômodo cabaço
é o que quero de ti,
fazer-te sangue e melaço.
Porque não sou bom rapaz,
não sei de hipocrisias, nem
de deslavadas mentiras;
não te chamo de meu bem.
Só quero em ti me enfiar,
quero teu corpo e teu cio
e quando enfim, terminar,
ou te deixo, ou me vicio !
Assinar:
Postagens (Atom)